Château Barouillet

Chateau-Barouillet-Bergerac-vinho-tinto-e-branco-de-sobremesa
Há 8 gerações, o Château Barouillet permaneceu na mesma família. Vincent Alexis encarna a nova geração desta família cujos ancestrais foram capazes de amar e valorizar esta terra. Com um talento raro, ele retorna para a agricultura camponesa, com a valorização de cada parcela da propriedade. Hoje o Domaine pratica a cultura biodinâmica para sublimar o seu terroir. Vincent uniu-se ao seu pai em 2010, quando iniciou seu projeto orgânico no Château Barouillet, engarrafando seus próprios vinhos no lugar de vender as uvas a granel. A conversão orgânica começou com 6 hectares e desde 2013 toda a propriedade é orgânica. Quarenta por cento de sua produção é de vinhos doces, com o restante dividido entre tintos e brancos secos. A variedade de castas impressiona: são 14 variedades plantadas e Vincent ainda pretende continuar a replantar castas antigas até ser o primeiro na zona a ter todas as castas tradicionais permitidas. Um projeto audacioso! A propriedade está dividida em três áreas: Pomporto é onde está localizada a vinícola e é um dos terrenos mais altos da área, com 180 m. Pechament, a 15km de distância, considerado o melhor "cru" de Bergerac e a única denominação totalmente para tintos, onde têm 6 hectares de Merlot, Cabernet France e Cabernet Sauvignon. E Mescoules, onde possui 12 hectares e localiza-se a 4km da área de produção. Em Pomport e Mescoules há 10 a 40cm de solo argiloso, seguida de um subsolo calcário. A argila é benéfica em climas quentes como aqui, devido à capacidade de retenção de água. O calcáreo, por sua vez, aporta acidez aos vinhos. Em Bergerac é preciso trabalhar duro para manter a acidez nos vinhos devido ao clima quente e seco. Em Pecharment o solo é uma mistura de argila vermelha, ferro e sílex. As rochas siliciosas retêm o calor, o que ajuda na maturação das uvas. Esta área é mais fresca que o resto de Bergerac e também mais chuvosa, propiciando uma colheita mais tardia e com frutos mais maduros. Quando perguntado sobre sua relação com a o conceito orgânico e biodinâmico, Alexis diz: “o orgânico é a base do trabalho e queríamos levar a abordagem ainda mais longe. No vinhedo, definir-se no calendário lunar é apenas uma questão de organização, e sinceramente acho bobagem não fazer isso porque é muito simples, é apenas uma questão de se organizar e planejar com antecedência”.
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