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Porque a de la Croix decidiu importer Vinhos orgânicos e biodinâmicos para o Brasil:

Nosso desejo era trazer para o Brasil os verdadeiros vinhos franceses, vinhos com alma e personalidade, que pudessem refletir da melhor maneira a maravilhosa diversidade do terroir da França. No começo de nossa busca estávamos abertos para provar quaisquer vinhos que pudessem representar o que consideramos como “vinho ideal”.

Após ter provado mais de 600 vinhos diferentes, percebi que todos os vinhos nos quais estávamos interessados eram de produção orgânica ou biodinâmica. Eu realmente penso que não foi por acaso que a nossa seleção manteve apenas os vinhos que são produzidos respeitando a natureza. É como o produtor com o qual trabalhamos em Champagne me disse uma vez: “Quando um produtor trabalha com os métodos biodinâmicos, ele trabalha com a força da vida e não com a força da morte que usa todos os tipos de produtos químicos que destroi a vida nos vinhedos”.

No final, estou convecido de que os vinhos mais capazes de refletir as especificidades e variedades de cada terroir são os vinhos biodinâmicos, uma vez que é o método de produção que fica mais próximo da natureza. O produtor interfere no processo como um maestro conduz sua orquestra ao interpretar uma música, desta forma o papel principal do produtor é interpretar a natureza, entender ano após ano qual é o melhor vinho que ela quer nos oferecer.

É muito comum que os vinhos orgânicos ou biodinâmicos ofereçam uma maior complexidade e autenticidade do que os produzidos sob métodos “tradicionais”. Apenas um vinho que respeita a natureza pode revelar um terroir. Um vinho biodinâmico é um vinho para o qual o produtor não se permite utilizar nenhum produto químico durante o processo de produção dos vinhos. Ele utiliza apenas compostos orgânicos feitos de plantas e minerais para ajudar as plantas a lutar contra as pragas. Um produtor de métodos “tradicionais” pode, e na maioria das vezes usa produtos químicos antes e durante a vinificação.

O método de produção obviamente influencia a qualidade final de um vinho. Apenas um exemplo para ilustrar essa idéia: É essencial para a vinha que tenha raizes profundas, no inverno elas precisam ir fundo para escapar do congelamento a no verão também precisam ir fundo para buscar água. Indo fundo, as raízes atingem camadas muito antigas do solo onde coletam sua nutrição, que no final acharemos na planta e nas uvas. Quanto mais longas as raízes, mais provável é que encontremos maior complexidade na taça de vinho. Com métodos orgânicos e biodinâmicos, onde nenhum alimento é “dado” para as plantas, as raízes não tem outra escolha, a não ser irem bem fundo para encontrarem seu próprio alimento. E quanto mais o solo é arado, as raízes superiores são cortadas, forçando o resto delas a mergulhar mais fundo ainda.

Com métodos tradicionais a vinha é alimentada com produtos químicos que são colocados no solo, para que a planta não precise ir muito fundo para achar seu alimento. As raízes, que ficam próximas da superfície, não trarão nenhuma complexidade para as uvas.

Penso que os métodos orgânicos e biodinâmicos são o único futuro para o vinho. Podemos perceber que o solo fica enfraquecido cada vez mais pelo uso de produtos químicos e o resultado disso é que é cada vez mais difícil de se manter a qualidade da produção. Estou convencido que não é por acaso que alguns dos maiores e mais conhecidos produtores do mundo, como o Château Ausone ou o Domaine Romanée Conti se converteram para os métodos biodinâmicos.

Claro que apenas o fato de se utilizarem métodos biodinâmicos ou orgânicos na produção de um vinho não o fazem um bom vinho, pois um vinho orgânico mal feito pode também ser horrível. É bem verdade que hoje a “marca” de orgânico ou biodinâmico são usadas como argumentos de venda, mas de qualquer forma o mais importante é que esses métodos são a única maneira de um produtor fazer um verdadeiro vinho de terroir, um vinho com alma.